Pesquisa desenvolvida pela Fundação Telefônica Vivo, em parceria com IBOPE Inteligência e Rede Conhecimento Social, ouviu 400 jovens entre 15 e 29 anos, de todas as regiões do país

A mais recente edição da pesquisa Juventude Conectada, realizada pela Fundação Telefônica Vivo em parceria com IBOPE Inteligência e Rede Conhecimento Social e divulgada nesta segunda-feira (21), mostra que a maior parte dos jovens não resume o empreendedorismo ao ganho financeiro ou a ser empresário, mas sim à possibilidade de gerar impacto social.

Segundo o levantamento, que ouviu 400 jovens entre 15 e 29 anos das classes A, B e C, de todas as regiões do país, empreender significa primeiro demonstrar atitude, iniciativa e criatividade. “Um funcionário de uma empresa pode encontrar soluções para algum problema. Ao se dispor a tornar aquilo um objetivo a ser realizado pode estar empreendendo”, foi afirmação unânime nas discussões, mostra o relatório.

Do total de jovens entrevistados, 56% se consideram empreendedores. Entre eles, 70% optam por ter um negócio próprio desafiando-se a criar produtos e serviços, e 30% preferem ser empregados de uma empresa, associando o conceito de empreender ao contexto empresarial partindo de uma atitude empreendedora que agrega aos negócios. 60% dos jovens acreditam que empreender não é só fazer dinheiro, mas inovar e transformar ao seu redor, seja com seu negócio ou dentro de empresas.

Neste contexto, o conceito de sucesso para os jovens buscam cruzamento pessoal e financeiro. 60% deles acreditam que sucesso é ter um negócio de impacto com benefícios pessoais e para sociedade e 56% dos jovens entrevistados acreditam que sucesso é ter um bom lucro.

Classe C

Diferente das classes AB, em que 4 em cada 10 jovens preferem ser empregados ou funcionários de uma empresa, a juventude da classe C prefere ter o seu próprio negócio a trabalhar em ambiente corporativo. São 8 em cada 10 pensando dessa forma, por acreditar que assim, serão protagonistas de suas vidas. Esse aspecto está associado ao contexto social, que os tornam mais criativos e corajosos justamente pelas dificuldades de sua condição econômica e social. Esses jovens tendem a ser mais objetivos no que buscam, procurando algo mais concreto, acreditando que, assim, podem evitar incertezas do mercado de trabalho.

Na classe C, 57% dos jovens se consideram empreendedores. Destes, 78% preferem ter o negócio próprio e 22% preferem ser empregados de uma empresa.

Gênero

A pesquisa também detecta que a forma como mulheres e homens vivem a relação com o trabalho também impacta sua visão a respeito do empreendedorismo. Para mulheres, empreender é ter a chance de abrir um negócio próprio, principalmente para ter independência para escolher local e horário de trabalho. Elas também acham que a principal motivação para empreender é a necessidade financeira e, se ganhassem R$ 50 mil, sua primeira atitude seria comprar ou quitar uma casa.

Por outro lado, os homens veem o empreendedorismo como uma oportunidade de negócio. Concordam que sucesso é ser feliz com o que faz, mesmo que não ganhe bem. Se tivessem R$ 50 mil em mãos poupariam o dinheiro.

Desafios

O estudo coloca como desafios para o avanço do empreendedorismo entre jovens:

– a falta de tradição empreendedora no país, sendo que jovens são encorajados a ser empregados e buscar trabalhos estáveis;
– a dificuldade para legalizar um negócio próprio e de conseguir capital para investir. A percepção é que para o jovem é ainda mais difícil encontrar quem acredite em suas ideias;
– o modelo adotado na educação brasileira, que não forma o indivíduo para ser autônomo. Tanto o ensino formal quanto a família direcionam suas escolhas para privilegiar a segurança financeira;
– a falta de exemplos de brasileiros empreendedores para desmistificar certas crenças de que só é empreendedor o homem branco, de classe alta.

Assista ao vídeo com os principais destaques da pesquisa

Fonte: Porvir.org



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