Com atividades gamificadas, aulas e animações, ‘Eu empreendo’ leva o aprendizado de habilidades pessoais e profissionais para as escolas

Oito em cada dez brasileiros desejam ter um negócio próprio nos próximos cinco anos, de acordo com o estudo Amway Global Entrepreneurship Report, realizado em parceria com a Fundação Getúlio Vargas. No entanto, as estimativas nacionais mostram que nem todas as pequenas e médias empresas sobrevivem: 25% delas fecham suas portas com apenas dois anos de atividade. Como uma tentativa para mudar esse cenário, o empreendedor Alexandre Henrique desenvolveu a plataforma de educação a distância Eu Empreendo, que leva conteúdos de empreendedorismo, inovação, marketing e finanças para alunos de ensino médio de todo o país.

Com a experiência de quem já abriu mais de 20 empresas, o empreendedor conta que teve a ideia depois de uma temporada na Índia, onde participou de um programa de trabalho voluntário para distribuir vacinas. “Percebi que lá as crianças começavam a aprender linguagem de programação com sete anos de idade”, lembra Alexandre, ao mencionar que não é à toa a ascensão dos indianos ao topo de grandes organizações de tecnologia. Inspirado pela experiência do país asiático, ele pensou que a educação básica também seria uma caminho para fortalecer a cultura empreendedora no Brasil. “Montamos um projeto social que desenvolve o empreendedorismo em alunos de escola pública”, conta.

O Empreendendo teve início em 2012, em escolas públicas de Bandeirantes, no interior do Paraná. Com apoio do Rotary, também chegou a instituições de Campo Grande (MS), mas ainda precisava encontrar um caminho para atingir estudantes de todo o país. “As escolas começaram a nos procurar, e transformamos todo esse conteúdo em um ambiente de EAD (educação a distância).”
Na plataforma, os alunos podem aprender empreendedorismo, plano de negócios, marketing, recursos humanos e finanças, além de desenvolver competências voltadas para inovação, protagonismo e proatividade. “Não são apenas habilidades para construir um negócio tradicional. Mesmo se eles forem médicos, advogados ou engenheiros, podem usar isso para serem profissionais inovadores que buscam soluções para resolver problemas da comunidade”, destaca Alexandre.

Diferente de um ambiente de educação a distância tradicional, a plataforma reúne aulas com YouTubers, animações e encenações de telejornais. O grande destaque é um jogo virtual em que os alunos competem para ver quem consegue gerenciar melhor a sua empresa virtual. “Acreditamos que é muito melhor desenvolver algumas competências por meio de uma simulação do que uma narrativa. A narrativa vai até certo ponto, mas chega um momento em que o aluno precisa colocar a mão na massa”, diz.

Atualmente, a plataforma é utilizadas em 12 escolas, incluindo alguns colégios SESI. “Já temos bons resultados. Os alunos têm conseguido aplicar os conteúdos e desenvolver soluções. Tem um aluno que começou a fazer móveis de pallet e já tem dois funcionários. Além de gerar renda, ele está transformando algo que iria para o lixo.”

“Acreditamos que estamos formando um cidadão. O aluno vai adquirir, dentro da escola, ferramentas e habilidades para a vida”, conclui o empreendedor.

Fonte: Porvir.org



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