É difícil imaginar a rotina de crianças e adolescentes hoje sem um celular por perto. Ele está na mão deles para estudar, conversar, se informar, se divertir e também descobrir o mundo. Mas como protegê-los em um ambiente que já faz parte da vida deles e que, ao mesmo tempo, traz novos riscos e desafios? Com a entrada em vigor do ECA Digital (Estatuto Digital da Criança e do Adolescente, Lei nº 15.211/2025), em 17 de março de 2026, essa discussão ganha uma nova dimensão: a responsabilidade pela proteção não está apenas nas mãos das empresas de tecnologia.
Companhias de diferentes setores, inclusive aquelas que não têm crianças e adolescentes como público principal, também precisam considerar os impactos de seus produtos, serviços, conteúdos e estratégias de comunicação sobre esse público.
O tema foi discutido em live do Valor com Maria Mello, jornalista, pesquisadora, mestre em Políticas de Comunicação pela Universidade de Brasília, coordenadora do programa Criança e Consumo e líder do tema Digital do Instituto Alana, e Andrea Rissardo, sócia da Carlotas, empresa especializada em programas de investimento social corporativo e sustentabilidade.