Como proteger as crianças e adolescentes no ambiente digital? O assunto foi discutido em comissão geral da Câmara Legislativa do Distrito Federal na tarde desta quinta-feira (4), ocasião em que especialistas e outros participantes se dedicaram a debater não apenas possíveis soluções, mas também os riscos do acesso sem supervisão às redes sociais virtuais. De forma consensual, defendeu-se que a proteção das crianças na internet é um dever compartilhado.
À frente do debate, a deputada Paula Belmonte (PSDB) apresentou o tema como um desafio, compartilhando sua experiência pessoal como mãe. “Lá em casa, celular só a partir dos 12 anos, mas já acho que ainda é muito cedo”, disse. “Precisamos estar atentos e ter consciência de nossa responsabilidade pela proteção de nossas crianças e adolescentes”, defendeu a parlamentar.
A delegada de Proteção da Criança e do Adolescente, Erica Macedo Castanho Portela Luna, relatou observar, na delegacia, cada vez mais crianças menores de 11 anos tendo acesso ilimitado e sem supervisão à internet: “Isso traz uma série de problemas, inclusive de ordem policial”. “Eles sabem mexer muito bem nas redes sociais, mas não têm nem malícia nem maturidade”, argumentou.