Conheça as atividades desenvolvidas e as linhas de trabalho da Ação Brasileira pela Consciência Digital – ABCD.
Criar e divulgar
conteúdo e iniciativas
alertando sobre a urgência da mobilização de pais, educadores, escolas, influencers e poder público em defesa das crianças e adolescentes, expostos a conteúdos criminosos, abusivos e/ou destrutivos no mundo digital;
Realizar
campanhas educativas e ações de sensibilização
para adultos, crianças e adolescentes sobre o uso seguro da internet e das tecnologias digitais;
Desenvolver
programas de capacitação
para pais, educadores e gestores públicos, visando a orientação sobre os desafios e impactos do universo digital na infância e adolescência;
Incentivar
pesquisas, estudos e produção
de materiais informativos e didáticos sobre cidadania digital e ética no ambiente virtual;
Promover
debates, fóruns e eventos
que estimulem o diálogo entre sociedade civil e os setores público e privado acerca da proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital;
Estabelecer
parcerias
com organizações da sociedade civil, instituições de ensino e entidades governamentais para ampliar a disseminação de boas práticas no uso da tecnologia;
Atuar na
defesa de políticas públicas
que garantam um ambiente digital mais seguro e acessível para todos;
Promover a discussão sobre as
consequências do surgimento das novas tecnologias
no cenário da educação, do emprego e do empreendedorismo, buscando maneiras de diminuir o impacto negativo e construir um futuro de oportunidades para crianças e adolescentes.
Defender uma
regulação para as redes sociais
que combata as Fake News e preserve a liberdade de pensamento, a intimidade e a segurança dos cidadãos brasileiros.
Apoiar e promover
medidas para mitigar o impacto prejudicial das apostas online sobre a sociedade brasileira, em especial crianças e adolescentes.
Essa linha de trabalho nasce de uma profunda preocupação sobre os riscos enfrentados por crianças e adolescentes na internet e nas redes sociais, ao utilizarem serviços projetados para adultos, que vêm afetando sua socialização e potencializando problemas de saúde mental, como ansiedade, depressão e suicídio, além de facilitar situações de violência, como o bullying escolar e crimes sexuais.
Igualmente importante, estamos preocupados com o desenvolvimento afetivo-cognitivo destas crianças e jovens, que não estão desenvolvendo habilidades de se relacionar presencialmente e de manter a atenção em atividades simples como a leitura de um livro e mais complexas como a elaboração de um relatório analítico.
Além disso, os dispositivos móveis se tornaram uma porta de entrada para conteúdos pornográficos, o que gera uma banalização das relações sexuais, sexualização precoce e exposição a conteúdos inadequados.
Por fim, também nos preocupa seriamente a captação massiva de dados de menores pelas redes sociais e grandes plataformas da internet, com o objetivo de criar perfis para venda a terceiros com fins publicitários.
Os meios de comunicação enfrentam o desafio da desinformação, um fenômeno global que está minando, pouco a pouco, a saúde das democracias. Todos os atores da sociedade civil que defendem um debate público saudável e plural devem se comprometer a lutar contra as campanhas de desinformação. E, nessa tarefa, o trabalho dos grupos de comunicação é, evidentemente, fundamental.
No entanto, como revelou uma pesquisa recente da Universidade de Stanford, os meios de comunicação enfrentam a “concorrência desleal” de fontes de desinformação. É fundamental apelar para a responsabilidade social dos anunciantes, colocando em foco a responsabilidade das plataformas tecnológicas na monetização da desinformação.
O Brasil enfrenta um problema crescente com as apostas online, que começaram a ser autorizadas em 2018 e tiveram um aumento significativo de usuários, com destaque para crianças e adolescentes. Embora essas atividades gerem receitas importantes para o país, existem preocupações econômicas e sociais que levaram a novas regulamentações.
Em particular, há a preocupação de que a tecnologia que incentiva o vício no jogo esteja agravando a crise de endividamento pessoal, com milhões de menores de idade envolvidos. Os bancos alertaram que as apostas online estão encarecendo o crédito, afetando a economia em geral e aumentando os riscos de endividamento excessivo dos cidadãos. A ABCD quer apoiar e promover medidas para mitigar o impacto prejudicial que essas soluções de apostas digitais têm sobre a sociedade brasileira, como a proibição do uso de cartões de crédito para realizar apostas e a exigência de que as plataformas de apostas tenham uma sede no Brasil.
A Ação Brasileira pela Consciência Digital – ABCD é uma entidade sem fins lucrativos que tem como objetivo contribuir para o desenvolvimento do ambiente digital no Brasil, especialmente nas questões das crianças e adolescentes e dos impactos econômicos das novas tecnologias na vida dos nossos cidadãos.
Associação Europeia para a Transição Digital – AETD, entidade sediada na Espanha.
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A ABCD é a parceira brasileira da Associação Europeia para a Transição Digital – AETD, entidade sediada na Espanha.